• Aghata Valentim

O silêncio gritante da busca por aceitação

O ser humano anseia por aceitação desde que sai do ventre da mãe. A primeira ação do bebê após nascer, é chorar. A segunda ação é parar de chorar e dormir ao ser envolvido nos braços da mãe. Desde esse momento, até a morte, VOCÊ buscará a aceitação das outras pessoas ao seu redor. Algumas vezes, você irá ao extremo para conseguir isso.

Para ter uma idéia de como é importante que as pessoas nos aceitem, imagine que esta situação aconteceu com você:

Ao nascer, você é rejeitado por sua mãe. Como criança, você passa por vários orfanatos até que nenhum o quer mais e você vai viver na rua. Como jovem, as pessoas o ignoram ou fogem quando você se aproxima. Como adulto, ninguém lhe dá um emprego; ninguém quer comprar nada de você ou lhe vender nada. Você não tem nome, que dirá documento. Você simplesmente é rejeitado por todos. Inevitavelmente, você começa a questionar a razão de continuar vivendo assim.

Consegue imaginar-se em tal existência ou isso seria impossível para você?

Mesmo as pessoas que têm uma realidade próxima desta história, recebem aceitação de alguns. É impraticável para um ser humano viver sem aceitação.

A sociedade vive baseada em padrões, fazendo com que sinta-se excluído, caso não se encaixe na maioria delas. Quantas vezes você negou um gosto seu ou, ao contrário, fingiu gostar de algo?

O que há de errado em gostar de rock e forró ao mesmo tempo? O que há de errado em uma mulher só gostar de usar tênis e um homem preferir balé a jogar futebol? O que há de errado em amar o seu amigo(a), amar alguém do mesmo sexo, ser capaz de amar pessoas de ambos os sexos ou não amar ninguém? O que há de errado em não gostar de sair ou ir a festas todo final de semana? O que há de errado em ser tímido ou expansivo? O que há de errado em se tatuar todo ou não querer tatuagens de jeito nenhum?

Para todas essas perguntas, só há uma resposta: Não há nada de errado.

Eu sei, porém, que em algum momento da sua vida ou até mesmo agora, você está fingindo ser aquilo que você não é somente para receber sua parcela de aceitação.

Por que é tão difícil sermos autênticos?

Somo seres únicos e jamais encontraremos alguém igual a nós mesmos.

São as diferenças dos outros em relação às nossas atitudes que nos incomodam.

Por, inutilmente, acharmos que somos donos da razão queremos nos cercar de pessoas que tenham gostos similares aos nossos. Ao fazermos isso, construímos uma enorme muralha de hipocrisia.

O problema é que quando não achamos pessoas “parecidas” conosco, transformamo-nos naquilo que não somos.

Quer um exemplo? Dou-lhe dois:

  1. Preferimos buscar respostas imediatas a ter que refletir sobre determinadas coisas, só pra mostrar que sabemos, mesmo que superficialmente;

  2. Escondemos nossas lágrimas para que nos vejam como fortes, indestrutíveis e infalíveis.

Não que sejamos mentirosos, mas com a repetição desse tipo de atitude nos perdemos daquilo que realmente somos e transformamos nossas verdades, a ponto de perdermos nossa essência. É a aplicação prática do ditado “fale uma mentira 1000 vezes que ela se tornará uma verdade”.

Liberte-se! Busque o seus ideais e objetivos. Seja você mesmo.

Muitas pessoas se afastarão. Estas, por acharem que você não lhes é mais conveniente. Outras, no entanto, notarão a sua sinceridade e permanecerão ao seu lado. Deste segundo grupo nascerão as verdadeiras amizades.

Dessa forma, seu caminho será mais iluminado.

Quer conversar mais sobre isso? Escreve aí o que você está sentindo, após ler este artigo. Você concorda ou discorda do que está escrito? Agora, a palavra é sua.

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