• Aghata Valentim

Tudo o que você deve saber sobre o Alzheimer

O que é? Quais são as pessoas mais atingidas? Tem tratamento? Vamos responder a essas questões.

O Alzheimer é uma doença grave que compromete o funcionamento ocupacional ou social do sujeito. É uma desordem neurodegenerativa progressiva, com características clínicas e neuropatológicas. Caracterizada pelo início gradual e declínio contínuo de vários sistemas cognitivos, sendo a memória o principal deles. Além das alterações cognitivas e funcionais, o Alzheimer também causa disfunções no comportamento.

Ocorre principalmente a partir dos 65 anos de idade e é rara em indivíduos com menos de 45 anos. Ou seja, é uma doença de adultos mais velhos, a qual causa demência e perda progressiva de memória. O maior fator de risco para o desenvolvimento do Alzheimer, é a idade.

A doença de Alzheimer progride em três estágios:

  1. Perda de memória para fatos recentes, com preservação da memória para fatos remotos. A linguagem também pode estar alterada, sobretudo nos casos que se instalam antes dos 65 anos. O paciente apresenta discurso vazio, com pobreza de substantivos e de idéias, além de dificuldade de nomeação e diminuição da fluência verbal. Há déficits também de funções executivas.

  2. Todos os domínios cognitivos passam a exibir sinais evidentes de deteriorização. A linguagem apresenta grande nível de alteração, bem como a compreensão. As memórias recente e remota bastante acometidas e as habilidades visuoespaciais são progressivamente comprometidas e os pacientes perdem-se em casa.

  3. Todas as funções cognitivas estão gravemente prejudicadas.

O diagnóstico provável da doença de Alzheimer deve ser estabelecido por exame clínico, documentado pelo miniexame do estado mental (MEEM) ou por exame similar confirmado por avaliação neuropsicológica. Hoje, se busca diagnosticar pacientes com Alzheimer nas fases iniciais e para tanto a avaliação neuropsicológica é fundamental. Porém, o diagnóstico definitivo somente após a morte do paciente.

Tratamento

Embora o avanço seja irreversível, sua velocidade pode ser diminuída um pouco, com medicamentos. Muitos cientistas ao redor do mundo estão buscando estratégias para retardar ou impedir a progressão da doença. Uma medida poderia ser a atividade cognitiva.

Estudos têm demonstrado que pessoas com nível educacional mais alto têm reserva cognitiva maior. Isso pode ser explicado pelo fato de que níveis educacionais maiores levam a mais engajamento em atividades cognitivamente estimuladoras, e reserva cognitiva pode se basear em nível educacional e envolvimento ocupacional aumentados.

Estimular o paciente de forma cognitiva e física é fator primordial para retardar um pouco o avanço da doença e, até mesmo prevenir o seu surgimento!

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